2026-09-10 | Notícias
Ao longo do concelho da Maia encontram-se antigas escolas primárias que fazem parte da memória coletiva de várias gerações. Mais do que edifícios destinados ao ensino, estes espaços são testemunhos de uma época em que a escola ocupava um lugar central na vida das comunidades e no desenvolvimento das freguesias.
Entre os exemplos mais antigos destaca-se a Escola Primária do Paço, em Águas Santas, junto à Capela de Guadalupe. Inaugurado em 1929, o edifício aproxima-se já de um século de existência e resulta de uma iniciativa apoiada pelo benemérito Vicente Pereira da Silva.
Também no Castêlo da Maia, a Escola Primária da Campa do Preto, concluída em 1934, representa a arquitetura escolar da época, integrada numa paisagem marcada por campos agrícolas e pequenas habitações. Outro exemplo de escola do chamado “tipo Douro”, projetada pelo arquiteto Rogério de Azevedo na década de 1930 e inaugurada em 1937.
A memória escolar estende-se a outros pontos do território. Em Milheirós permanece o edifício da antiga Escola Primária feminina, datado da década de 1930. Em Moreira, a Escola Primária do Largo da Feira constitui igualmente uma referência da arquitetura escolar maiata.
Em Nogueira, destaca-se o atual Jardim de Infância de Barroso, cujo edifício nasceu de um legado de Manuel da Silva Cruz. Inaugurado em 1943, foi concebido para acolher crianças de ambos os sexos, refletindo a importância que a educação começava a assumir nas comunidades locais.
Em Pedrouços, é possível encontrar outro exemplar do modelo escolar “tipo Douro”, enquanto em São Pedro Fins a Escola de Arcos, construída em 1926, constitui mais um testemunho deste património.
Percorrer estas antigas escolas é, assim, revisitar as primeiras letras, os recreios e as memórias de muitas gerações, descobrindo um património que continua a contar a história das comunidades da Maia.